Natal de Jesus - Intervenção de Deus na história da humanidade



O nascimento de Jesus é o mais importante acontecimento da história da humanidade nos últimos dois mil anos.

 

Tudo o que aconteceu sobre esse fato foi narrado pelos evangelistas Lucas, João e Mateus e profetizado por Isaías, Jeremias e muitos outros. O próprio Senhor vos dará um sinal.  “Uma virgem conceberá e dará a luz um filho, e o chamará Emanuel  (Deus Conosco), (Isaías 7,14)”. O evangelista João (3, 16-17) fala que “Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu seu filho único, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça”.

 

Algumas das mais importantes provas históricas de Jesus Cristo podem ser  encontradas também em fontes seculares. Falo  disso por que neste momento de celebração do Natal algumas  pessoas  estão duvidando e voltam a comentar se Jesus realmente existiu. Mesmo que a esmagadora maioria da humanidade passa pela vida  tendo fé em Deus invisível e em Jesus, o filho do homem. As páginas da Bíblia e a história da Igreja de Deus estão repletas de provas como são testemunhas os apóstolos  de Jesus que tiveram a honra de ver o Senhor realizar muitos milagres antes e depois da Sua Ressurreição.

 

Para os incrédulos vou mencionar alguns depoimentos da história  que confirmam que Jesus Cristo existe e   está vivo entre nós. Tácito ( Publius Cornelius Tacitus, 55-120) historiador romano, orador , escritor, cônsul romano, mencionou em seus escritos ( Anais da Roma Imperial) a existência ao culto a Cristo, e os cristãos que  dele se originaram. Neste particular,  da mesma época, várias outras fontes comprovam que os cristãos se revelaram na Judéia, donde se espalharam por todo o Império Romano, sofrendo perseguições e martírios devido a sua fé. Flávio Josefo, historiador judeu (37-100) disse: Havia por esses dias um homem sábio, Jesus, se é lícito chama-lo de homem, pois operava maravilhas. Mestre de homens que acolhiam a sua palavra com pureza. O testemunho de Tertuliano  (jurista teólogo de Cartago) fala sobre os primeiros séculos do cristianismo (1997), defendendo-o em correspondência  trocada com Tibúrcio e Pôncio Pilatos. Naqueles dias  em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tertuliano trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo. Suetônio ( Caius Suetonius Tranquilus, 69-126) historiador romano da  Corte de Adriano fez referência a Cristo e aos seus seguidores, “ligados a uma superstição nova e perigosa  que foram destinados ao suplício”. Plínio o Jovem, que foi governador da Bitínia ( Ásia Menor, 112), escreveu uma carta ao Imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos. Destaca que existiu  um Jesus chamado Cristo que morreu na cruz. Luciano de Samosata, escritor satírico do século segundo, registrava: “o homem que foi crucificado na Palestina por que introduziu uma nova seita no mundo e cometido o  pecado de negar os deuses gregos”. Segundo ele, os cristãos viviam de acordo com as leis de Jesus, criam que eram imortais, e  desdenhavam da morte, desprezando os bens materiais. O Talmude da Babilônia  confirma a crucificação de Jesus na véspera da Pascoa, ante as acusações  contra ele de usar magia e encorajar a apostasia dos judeus.

 

Como se vê, pelos exemplos referidos, há provas  seguras da existência de Jesus Cristo, tanto em documentos na história secular quanto na Bíblia Sagrada. Mas uma prova demonstradora da existência de Jesus Cristo é o fato de que milhares de cristãos no primeiro século, incluindo os apóstolos, se desprenderam de suas vidas como mártires por Jesus Cristo.  Essas pessoas morreram por que creram que Ele era: “O Caminho , a Verdade e a Vida”, como o próprio Jesus afirmou.

 

A Enciclopédia Britânica, aliás,  emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Mais do que o espaço para descrever Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio Cesar, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

 

As provas arqueológicas também são inequívocas. Pessoalmente conheço Israel, onde  fiz meus estudos de pós-graduação na década de 60. Desde então tenho periodicamente  voltado a esse País para programas de estudo,  missões profissionais, estágios e simples viagens de turismo e peregrinação religiosa. Se Deus quiser, no próximo mês de março irei realizar mais uma viagem à terra santa.

 

Certa vez, acompanhado de um amigo, fiz visita aos lugares venerados pelos católicos,  como à Cidade de Belém e a gruta em que a tradição religiosa reconhece como sendo o lugar em que Jesus nasceu. Na Judéia visitamos Jerusalém, o local do Calvário, o Templo destruído e suas ruinas, o Horto das Oliveiras, o Vale do Cedron, por onde Jesus passou muitas vezes. Na Galileia  está  Cafarnaum onde Jesus fez grandes milagres. Ali se encontra Caná, o Monte Tabor da transfiguração, o local da multiplicação dos pães (Tabgha) e  o Monte das Bem-aventuranças, onde Jesus pregou o Sermão da Montanha, quando foram apresentado aos discípulos  todos os preceitos de perfeição, próprios a guiar a vida  cristã.

 

Mas foi em Nazaré onde meu amigo mais se emocionou, quando visitou a casa em que  Jesus viveu com seus pais, Maria e José, a Sinagoga que frequentava, a carpintaria onde trabalhou, o mar da Galileia onde fez muitos milagres e recrutou alguns dos seus discípulos, e por fim a casa e local em que a jovem virgem Maria recebeu a visita do Anjo Gabriel para anunciar-lhe que ela seria a mãe do filho de Deus. Foi nesse local, no Santuário da Anunciação, que meu amigo, subitamente, virou-se para mim e disse: Não há dúvidas, “Jesus Cristo existe. Ele é o verdadeiro filho de Deus”.

 

Ao examinarmos a história do Natal, devemos lembrar-nos de que muito da Bíblia é alegórico, assim como místico. É por esse motivo que muitas pessoas pretendem julgar o mundo espiritual por leis científicas, de duvidosa veracidade. Mas só poderemos entender esse grande mistério do nascimento de Jesus pela Fé em Deus.

 

Muitos cientistas afirmam que o Universo é fantástico e que ele não é obra do acaso. Um dos mais importantes cientistas do mundo (físico, matemático, astrônomo e Teólogo),  Isaac Newton (1642-1727) escreveu: “ Esta noite eu me deixei absorver pela meditação sobre a natureza celeste. Eu admirava o número, a disposição, o curso daqueles globos infinitos. Entretanto, eu admirava ainda mais a Inteligência infinita que preside este vasto mecanismo. Eu dizia a mim mesmo: É preciso que sejamos bem cegos para não ficarmos extasiados com tal espetáculo, tolos e ingênuos para não reconhecermos seu Autor e loucos para não adorá-Lo”.

 

Finalmente, o que os Evangelistas escreveram sobre o nascimento de Jesus? “Deus enviou o seu Anjo à virgem para anunciar:  Ave Cheia de Graça ! O Senhor é contigo. O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra, por isso o Santo que há de nascer, será  chamado Filho de Deus”.  E Maria respondeu ao Anjo Gabriel:” Faça-se em mim de acordo com a tua palavra (Lc. 1,38)

 

Na verdade, a Bíblia nos revela um Deus apaixonado pela humanidade, comprometido com o seu destino, com a sua felicidade, com  os seus sonhos, com os seus sofrimentos e com a Salvação eterna de todo o seu povo.

 

Mas Jesus seria  um sinal de contradição, como disse o velho Simeão a Maria e José, no dia de sua apresentação no Templo. Diante Dele ninguém fica indiferente; ou é a favor ou é contra.

 

Um sinal disso é que, infelizmente, o Natal tem se transformado apenas numa motivação comercial, de diversão mundana. Por isso, o Papa Bento XVI, através do “Ano da Fé” ( 2012-2013) nos convoca a redescobrirmos Jesus como nosso Salvador. Ou seja, somos convocados a sair de nós próprios para irmos ao encontro de Deus e dos irmãos e irmãs, especialmente os pequeninos.

 

Não tenha medo, diz o profeta Isaías, de se  entregar e deixar que Ele seja seu Senhor. Ontem Ele nasceu na Gruta em Belém, hoje Ele deseja  nascer em nosso coração e transformar a história de nossa vida.

 

Todavia, devemos nos lembrar de que há muitas pessoas ao redor da terra  que  nunca tiveram um Natal em suas vidas. Jesus não faz parte de suas preocupações.  Esses até conhecem a história, mas não creem em sua divindade e poder salvador. É como se Jesus não existisse. Para eles Jesus ainda não nasceu.

 

Para nós cristãos, Jesus já nasceu, Ele é a luz que ilumina todo homem e toda mulher que vem a este mundo. Na encíclica “Jesus Cristo Redentor do Homem” (1979), João Paulo II diz: “Sem Jesus Cristo o homem é neste mundo como um bêbado no escuro, perdido, não sabe de onde veio, não sabe para onde vai, não sabe o sentido da vida, da morte, nada!”

 

Muitos filósofos que desprezaram Jesus Cristo, diz o pregador Billy Graham,  tiveram uma vida vazia e frustrante e levaram muitos jovens ao desespero, às drogas e ao suicídio ( Sartre, Frédéric chopin, Nietzsche, Marcuse, Balsac, Freud, Marx e muitos outros).

 

Os tempos podem ter mudado desde os dias de Abraão, mas Deus não mudou, nem os seus planos. Na fé, poderemos alcançar nossa vitória.

 

A grande nova que nos trás o Natal é que Jesus pode nos  mudar de pecadores para puros, da doença para a saúde, da morte para a vida, da escuridão do pecado a presença de Deus.  “Ele veio para nos curar- Jesus nos perdoou e nos oferece a paz de uma nova  vida Nele”.

          

                                                             ORAÇÃO

 

Senhor Deus, nosso Pai,

que enviastes vosso filho ao mundo

para ser nosso Salvador.

Nós vos louvamos e glorificamos pela

Vossa Misericórdia.

Neste Natal, acolhemos mais uma vez

a vossa vinda entre nós.

Abençoai a  nós e a todas as famílias,

dai a Paz ao Brasil.

Consolai os que sofrem, reavivai nossas esperanças,

 e fazei de nós mensageiros

 e testemunhas do vosso amor

para nossos irmãos.

Pelo mesmo Jesus Cristo,

Nosso Senhor. Amém.

 

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO DE MUITAS GRAÇAS,

PAZ E FELICIDADES.



    Pedro Sisnando


    Economista com pós-graduação em desenvolvimento econômico e planejamento regional em Israel. Atualmente é vice-presidente do Instituto do Ceará (Histórico,  Gegráfico e Antropológico) e da Academia de Ciências Sociais do Ceará, bem com sócio fundador da Academia Cearense de Ciências. É professor titular  (aposentado) do programa de mestrado (CAEN) da Universidade Federal do Ceará, onde foi também Pró-Reitor de Planejamento. No Banco do Nordeste, ocupou o cargo de economista  e Chefe da Divisão de Estudos Agrícolas do Escritório Técnico de Estudos Econômicos(ETENE). No período de 1995-2002, exerceu a função de Secretário de Estado de Desenvolvimento Rural do Ceará. Publicou cerca de 40 livros em sua área de especialização e escreveu muitos artigos para jornais e revistas.