Econometrix - Japão não vai tão mal como se fala por aí






 

Japão não vai tão mal como se fala por aí



JAPÃO NÃO VAI TÃO MAL COMO SE FALA POR AÍ

Osmundo Rebouças

08/01/2012

         O Jornal The New York Times, edição de hoje, publica uma reportagem de Eamonn Fingleton, sobre o tema “O mito do fracasso do Japão”, apresentando vários fatos de que a verdade não mostra isso. 

         Entre os vários argumentos que o jornalista enumera, fazemos aqui um breve resumo, pois a matéria é muito extensa: 

a)    os Estados Unidos não deve olhar a política seguida pelos japoneses como exemplo, pois assim agindo seria o fracasso; muito ao contrário, estes têm seguido o rumo correto. O estilo de vida moderado, com poupança alta, tem propiciado moderação e vida melhor que os americanos;

b)    a expectativa de vida tem crescido 4,2 anos entre 1989 e 2009. O progresso tem ocorrido, sua alimentação melhorou;

c)    sua estrutura de internet tem aumentado com muita intensidade, muito mais que nos EEUU, de acordo com as últimas pesquisas;

d)    a sua moeda, yen, tem crescido 87% sobre o dólar, mais que a libra esterlina e o franco suíço;

e)    a taxa de desemprego é 4,2%, cerca de metade da americana;

f)    a construção de edifícios altos, em Tóquio, tem sido mais intensa que Nova Iorque, Chicago e Los Angeles;

g)    os resultados do comércio internacional têm tido extraordinário superávit no Japão, contra os déficits enormes dos americanos;

h)    o padrão de vida tem crescido, comparado ao do povo norte-americano; veste-se melhor; usam mais os modelos Porsches, Audis, Mercedes-Benz, etc;

i)     sua infra-estrutura tem evoluído e melhorado;

j)     em termos de Produto Interno Bruto (PIB), o Japão tem crescido bem mais os Estados Unidos;

k)    em qualidade de vida, tem havido melhora substancial.

 

Todos estes argumentos, diz o articulista, justificam vermos o Japão como um modelo em que podemos aprender a fazer boa política social e econômica equilibrada, e não um erro de má gestão da coisa pública. 

      Este arrazoado, escrito por colunista americano e publicado no mais famoso jornal dos Estados Unidos, dá-nos razão a meditar.



    Osmundo Rebouças


    Economista pela UFRJ; Mestre e PhD pela universidade de Harvard(EUA); foi professor da FEA-USP; Técnico do IPEA; Deputado Federal constituinte; Diretor do Banco do Nordeste; trabalhos publicados nas áreas de Macroeconomia, finanças públicas e economia regional; Presidente do Conselho deliberativo da CARE Brasil-SP(1998-2001); Expositor em conferências nacionais e internacionais; consultor de empresas.