Economia Internacional Perspectivas



ECONOMIA INTERNACIONAL PERSPECTIVAS

(Baseado no Boletim Macrométrica - jan/2012)

09/01/2012

Estados Unidos: Taxa de desemprego mantém um movimento de queda que, porém, só ganhará maior velocidade em 2014. A lenta recuperação nos preços de imóveis e no financiamento de hipotecas, combinada à retração nas finanças estaduais e municipais e ao impasse político no Congresso, compromete a velocidade da recuperação na geração de empregos.  O atual desemprego de 8,5% deverá baixar, paulatinamente, a 5% até 2017.

China: Taxa de crescimento (% media de 4 trimestres) do PIB China ficou acima de 10% em 2010-11, mas converge para a faixa de 8 a 9% no longo prazo. Inflação em elevação e fragilidade bancária são pontos de preocupação.

Preços: Taxa de inflação anual nos preços por atacado das principais economias continua pressionada em 2011 refletindo a alta nos preços de commodities, mas perde força em 2012. A elevação nos preços de combustíveis contamina a inflação dos preços ao consumidor nos Estados Unidos em 2011, repercutindo também nos preços de alimentos. Essa pressão, porém, desaparece completamente em 2012. Depois de uma aceleração temporária em 2011, o núcleo (core) da inflação no CPI permanece contido até 2013, o que deve permitir ao FED insistir na política de juros baixos.

  EUA: Preços no atacado: dos atuais 7,6% a.a. para 3,2% em 2016.

Preços ao consumidor: dos atuais 3,5% a.a. a 2,9% em 2016.

 

Eurozona: Atacado: de 5,3% a 2,3% em 2016.

Ao consumidor: de 3,1% a 2,3% em 2016.

 

Japão: Preços por Atacado: dos atuais 1,6% a - 0,5 em 2016.

Ao Consumidor dos atuais - 0,4%% a 0,7% em 2016.

 

Preços das Commodities: A pressão dos preços de commodities e a recuperação da economia mundial eventualmente produzem alguma pressão inflacionária, mas mesmo no longo prazo o cenário de inflação permanece muito favorável.

 

(Resumo de alguns indicadores da Macrométrica, gentilmente cedidos pelo Prof. Dr. Francisco Lopes).



    Osmundo Rebouças


    Economista pela UFRJ; Mestre e PhD pela universidade de Harvard(EUA); foi professor da FEA-USP; Técnico do IPEA; Deputado Federal constituinte; Diretor do Banco do Nordeste; trabalhos publicados nas áreas de Macroeconomia, finanças públicas e economia regional; Presidente do Conselho deliberativo da CARE Brasil-SP(1998-2001); Expositor em conferências nacionais e internacionais; consultor de empresas.