IGP-M desacelera para 0,84% no segundo decêndio de setembro

Fonte: InvestNE, publicado em 19 de Setembro de 2012


Índice de preços que serve como parâmetro para o reajuste dos contratos de aluguel acumula alta de 6,95% no ano, e em 12 meses



 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,84% no segundo decêndio de setembro, uma vez que, em igual período do mês passado, a taxa apresentada foi de 1,38%, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (19/9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

O segundo decêndio embarca o intervalo entre os dias 21 de agosto a 10 de setembro. Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) fechou o período com uma alta de 1,11%, contra 1,94% em igual período de agosto.

 

A desaceleração do item só não foi maior pelo desempenho do grupo bens finais, que avançou de 0,57% para 0,85%, influenciado, por sua vez, pela aceleração do subgrupo alimentos processados, que viu sua taxa passar de 1,34% para 2,43%.

 

Na outra ponta, o grupo bens intermediários teve uma desaceleração de 1,16% para 0,80%, por conta principalmente do subgrupo combustíveis e lubrificantes para produção, que deixou uma alta de 4,35% em agosto para 0,81% em setembro.

 

Os produtos agropecuários também colaboraram para o movimento mais brando, tendo em vista que a taxa de variação passou de 5,43% para 2,60%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou para 0,37%, após a alta de 0,26% no mês precedente.

 

Destaque para o avanço do grupo transportes, que passou de uma deflação de 0,37% para uma alta de 0,20%, refletindo o movimento do item automóvel novo, que viu sua taxa ir de -0,62% para 0,72%.

 

Outros itens que também contribuíram para o desempenho do IPC foram habitação (0,16% para 0,28%), alimentação (0,84% para 0,94%) e vestuário (-0,37% para -0,30%).

 

Em sentido oposto, tiveram recuo nos preços educação, leitura e recreação (0,43% para 0,17%), comunicação (0,30% para 0,14%), despesas diversas (0,22% para 0,08%) e saúde e cuidados pessoais (0,45% para 0,33%). Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou de 0,36% para 0,14%.

O item materiais, equipamentos e serviços teve uma taxa de 0,30%, após os 0,29% de agosto, enquanto o item custo da mão de obra não teve alteração na comparação com o período anterior, quando a taxa foi de 0,43%.

 

Informações do Brasil Econômico